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Postado em 02 de outubro de 2026 @ 15:44

Armadilha ultrapassa fronteiras do Heavy Metal em novo álbum, “Além do Limite Astral”

 

Produzido por Val Santos, novo trabalho celebra a história do metal brasileiro e fortalece a conexão da banda com a cena latino-americana

 

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O Armadilha apresenta um novo capítulo de sua trajetória com “Além do Limite Astral”, álbum que já está disponível nas plataformas digitais e também ganhou edição especial em CD pela gravadora carioca Dies Irae Records. Com nove faixas em seu repertório principal, além de uma releitura e três bônus, o trabalho reafirma as raízes da banda no Heavy Metal tradicional enquanto amplia seu diálogo com a história e a cena metálica latino-americana.

 

Produzido, mixado e masterizado por Val Santos, nome de longa trajetória no Heavy Metal brasileiro, “Além do Limite Astral” foi construído para preservar uma sonoridade pesada e orgânica. O resultado marca um novo momento para o grupo formado por Pedro Zupo (vocais), Denys Garcia (guitarra), Gregório Bondezam (guitarra), Pedro Cavichiollo (baixo) e Marcelo S.O.S. (bateria).

 

Mais do que olhar apenas para o presente, o Armadilha utiliza o novo disco para reconhecer suas origens e aqueles que ajudaram a construir a cultura da qual faz parte. Um dos exemplos mais representativos dessa proposta está em “Velhos e Eternos”, homenagem aos pioneiros e personagens que ajudaram a escrever a história do Heavy Metal nacional.

 

A música ganhou um videoclipe que reúne nomes de diferentes gerações da cena brasileira, entre eles Andreas Kisser, Kim Kehl, Roosevelt Bala, Nelson Fonte, Cachorrão, Roger Vilaplana, Paulão Thomaz, Junior Muzzilli, Ivan Martins, China Lee, Paulo Rossi, Walcyr Chalas, Flavio Ferb, Renato Trevas, Mario Pastore, Zhema e Val Santos, além de prestar homenagem a Renato RT (in memoriam).

 

Assista “Velhos e Eternos”:
https://www.youtube.com/watch?v=zRC_O7h6DOY

 

“Velhos e Eternos” nasceu justamente da intenção de reconhecer aqueles que abriram caminhos e contribuíram para que novas gerações pudessem continuar fazendo e vivendo Heavy Metal no Brasil.

 

Se essa faixa volta os olhos para a história brasileira, “Hermandad de Acero” expande a proposta para além das fronteiras do país. A composição reúne músicos de diferentes lugares da América Latina em uma celebração da união construída pelo Heavy Metal no continente.

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A ideia está diretamente ligada à participação do Armadilha no movimento N.L.H.M.L.A. (Nova Linha do Heavy Metal Latino-Americano), iniciativa que busca aproximar bandas e fortalecer a circulação e a valorização da produção metálica da região.

 

Esse diálogo entre passado, presente e identidade atravessa “Além do Limite Astral”. Faixas como “Sangue por Sangue”, “Ataque”, “Erga Seus Punhos ou Baixe Sua Voz” e “Xeque Mate” dividem espaço com a faixa-título e ajudam a construir um trabalho que parte das bases do Heavy Metal tradicional sem se limitar a uma simples reprodução de suas referências.

 

O álbum também traz “Headbanger (Avenger)” e encerra seu repertório principal com uma versão de “Born In The Streets”, do Hirax. A edição conta ainda com as faixas bônus “Devil On My Roof”, “Motin En Occidente” e “500 Años de Que?”.

 

A identidade do projeto vai além das músicas. Toda a concepção visual de “Além do Limite Astral”, incluindo a capa e o slipcase, foi desenvolvida pelo próprio vocalista Pedro Zupo, reforçando o caráter autoral do álbum e a participação direta dos integrantes em diferentes aspectos de sua criação.

 

Para os colecionadores, “Além do Limite Astral” também está disponível em edição especial em CD pela Dies Irae Records, com slipcase, pôster, adesivo e booklet de 16 páginas, trazendo letras e fotografias inéditas.

 

Com “Além do Limite Astral”, o Armadilha não apenas acrescenta um novo trabalho à sua discografia. A banda transforma suas próprias referências em uma declaração de pertencimento a uma cultura construída por diferentes gerações — e que, para o grupo, não termina nas fronteiras brasileiras – o vocalista Pedro Zupo está neste momento, na Europa, negociando shows e participações em festivais no velho continente.

 

Tracklist — “Além do Limite Astral”:

1.Além do Limite Astral

2.Sangue por Sangue

3.Velhos e Eternos

4.Ataque

5.Hermandad de Acero

6.Headbanger (Avenger)

7.Erga Seus Punhos ou Baixe Sua Voz

8.Xeque Mate

9.Born In The Streets (Hirax Cover)

 

Bonus tracks:

10. Devil On My Roof (Vulcano cover)

11. Motin En Occidente (Arkangel cover)

12. 500 Años de Que? (Tren Loco cover)

 

Ouça “Além do Limite Astral”:
https://open.spotify.com/intl-pt/album/3dvzRNXT8WTPjGySk1w4RN?si=b0NXjoxhS9We_LU8jTti9Q

 

Adquira o CD:

order@diesirae.com.br

 

O Armadilha é Pedro Zupo (vocais), Denys Garcia (guitarra), Gregório Bondezam (guitarra), Pedro Cavichiollo (baixo) e Marcelo S.O.S. (bateria).

 

Acompanhe o Armadilha:

https://www.instagram.com/armadilhaheavymetal    https://www.facebook.com/armadilha.heavymetal

https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4g36ehhgA5Ypi2MV3xPesQ?si=GgM-1EmmTsmxFiDLTel_dw



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Postado em 30 de setembro de 2026 @ 15:29

Em entrevista guitarrista comenta apresentação que acontece dia 11 de outubro, no Manifesto, com Corazones Muertos e Bastardz

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Prestes a desembarcar no Brasil, Dregen falou sobre a expectativa para sua apresentação em São Paulo, marcada para o dia 11 de outubro, no Manifesto. Em entrevista concedida ao Brasil, o guitarrista abordou os planos para o show e revisitou diferentes momentos de uma trajetória que o transformou em um dos nomes mais conhecidos do rock escandinavo.

 

A apresentação acontece no domingo, véspera de feriado, e será uma oportunidade para o público brasileiro acompanhar um repertório que atravessa as diferentes fases da carreira do músico. Conhecido principalmente por seu trabalho com Backyard Babies e The Hellacopters, Dregen também levará ao palco músicas de sua carreira solo.

 

Ao longo da entrevista, o músico fala sobre o que prepara para essa passagem por São Paulo e também aborda diferentes pontos de sua carreira, marcada por mais de três décadas dedicadas ao rock’n’roll.

 

Assista à entrevista de Dregen ao canal Jessica V Music:

https://www.youtube.com/watch?v=SselAloNSQc

 

Batizado Andreas Tyrone Svensson, Dregen ganhou projeção internacional ainda nos anos 1990. Com o Backyard Babies, tornou-se um dos principais representantes da geração sueca que aproximou hard rock, punk e garage rock. Paralelamente, participou da formação do The Hellacopters, ampliando sua presença em uma cena que alcançaria público muito além da Suécia.

 

Essa história estará diretamente ligada ao show do Manifesto. O repertório preparado para São Paulo deve percorrer diferentes capítulos de sua trajetória, colocando lado a lado clássicos do Backyard Babies e The Hellacopters e músicas de seu trabalho solo.

 

Fora das duas bandas, Dregen lançou em 2013 seu primeiro álbum solo, trabalho que colocou sua própria personalidade ainda mais no centro das composições. O guitarrista também acumulou outras colaborações ao longo da carreira, incluindo sua passagem pela banda do finlandês Michael Monroe.

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A apresentação paulistana ganha ainda um caráter especial pelo formato. Em vez de um grande festival ou arena, Dregen estará no palco do Manifesto, uma das casas tradicionais do circuito de rock de São Paulo, proporcionando uma experiência mais próxima entre músico e público.

 

A noite contará ainda com as bandas convidadas Corazones Muertos e Bastardz. A abertura da casa está marcada para as 20h.

 

SERVIÇO:

Dregen – Backyard Babies / The Hellacopters

Bandas convidadas: Corazones Muertos e Bastardz

 

Data: domingo, 11 de outubro de 2026 – véspera de feriado

Abertura: 20h

 

Local: Manifesto

Endereço: Rua Ramos Batista, 207 – Vila Olímpia – São Paulo/SP

 

Classificação: 16 anos

 

Ingressos:

https://www.clubedoingresso.com/evento/dregendobackyardbabies-thehellacopters

 

Informações:

https://linktr.ee/manifestobar



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Postado em 24 de setembro de 2026 @ 12:20

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Uma nova era da Crypta começa a tomar forma. Nesta quinta-feira (24), a banda lançou o single e videoclipe de “A Portrait Of Decay”, faixa escolhida justamente para apresentar ao público a atmosfera que irá conduzir esse novo capítulo de sua trajetória.

 

“A Portrait Of Decay” também marca a estreia em estúdio da guitarrista Victoria Villarreal com a Crypta, sendo a primeira música lançada pela atual formação. Mais do que apresentar uma nova integrante, porém, o single funciona como uma declaração de intenções para o que está por vir.

 

A composição concentra diferentes elementos e aponta para um death metal que mantém a agressividade característica da Crypta, mas amplia sua carga atmosférica e emocional.

 

Esta faixa aborda a dissociação como um mecanismo para suportar a dor e o sofrimento. Essa dualidade entre sofrimento, percepção e distanciamento da realidade também ganhou uma representação visual no videoclipe.

 

Em contraste com a brutalidade da música, o vídeo aposta inicialmente em uma estética etérea e quase onírica. A baterista Luana Dametto – que também assina o roteiro do clipe – explicou sobre o video: “A paisagem representa um estado interior de clareza, com pensamentos límpidos e emoções leves, mas essa sensação começa lentamente a desaparecer conforme o tempo passa e o ambiente ao redor se transforma. A chegada da noite modifica completamente esse cenário. O que antes transmitia serenidade passa a carregar uma atmosfera mais escura, acompanhada por sentimentos de estar à deriva e sem direção”.

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Ela completou, dizendo: “O conceito traduz visualmente uma das ideias centrais da composição: as circunstâncias e a passagem do tempo podem alterar profundamente a maneira como uma pessoa enxerga a si mesma, sente e se relaciona com aquilo que está ao seu redor.”

 

Entre peso, melancolia, agressividade e uma abordagem cinematográfica, “A Portrait Of Decay” abre a porta para um novo universo da Crypta.

 

Assista “A Portrait Of Decay”:

https://www.youtube.com/watch?v=FohGGZLyynU&feature=youtu.be

 

A música de “A Portrait Of Decay” foi gravado na Bélgica, em junho de 2026. A faixa teve gravação, mixagem e masterização de Yarne Heylen, no Project Zero Studio, enquanto a arte ficou a cargo de Marcos Miller.

 

O vídeo foi gravado em agosto pela Noiseforge, com roteiro de Luana Dametto, direção de Felipe Hervoso e Noiseforge. Produção de Felipe Hervoso, Noiseforge e Luana Dametto. A atriz é Ayara Maria, com maquiagem de Stefany Grande/Metal Drag, e a assistente foi Débora Camargo.

 

A Crypta embarca na próxima semana para a America do Norte, com 30 shows pelos E.U.A. e Canadá, onde fará parte da “Wrath Across North America Tour 2026”, ao lado das bandas Arch Enemy, The Black Dahlia Murder, Septicflesh e Thrown Into Exile.

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Mais informações:

https://linktr.ee/cryptaofficial



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Postado em 22 de setembro de 2026 @ 10:19

Depois de subir ao Palco Sunset do Rock in Rio com a Malvada, Indira Castillo volta os holofotes para sua carreira solo e apresenta “Pandora”, novo EP que reúne três canções inéditas e amplia o universo musical da cantora e compositora paulistana.

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O lançamento chega em um momento especial da trajetória da artista. No último dia 5 de setembro, Indira esteve à frente da Malvada em sua apresentação no Rock in Rio, quando o grupo abriu a programação do Palco Sunset. Agora, ela retoma um trabalho autoral no qual tem liberdade para explorar outras nuances de sua identidade musical.

 

Em “Pandora”, Indira parte de uma bagagem construída entre diferentes universos. Jazz, soul, blues e rock fazem parte da formação de uma artista que nunca se limitou a uma única linguagem e que encontra justamente nesse trânsito entre estilos um dos principais elementos de sua personalidade.

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“Pandora” reúne três faixas — “Voo Livre”, “Ouro em Meio às Cinzas” e a faixa-título — e segue o formato de três canções adotado por Indira Castillo em seu primeiro EP. Desta vez, a própria artista assina a produção do trabalho, com arranjos desenvolvidos em conjunto com Luiz Cardim (guitarra), Geovanni Leite (teclados), Roby Pontes (bateria) e Lucas Rogério (baixo). As gravações aconteceram no Orra Meu Estúdios, ao lado de Wagner Meirinho, e o lançamento dá continuidade à parceria da cantora com a Symphonic e a Canil Records. Mais do que um trabalho isolado, “Pandora” também pode representar o primeiro passo para um projeto maior, já que Indira considera desenvolver esse repertório futuramente em um álbum mais extenso e completo.

 

“Pandora” sai dia 09 de outubro e você pode fazer o Pre-Save em sua plataforma favorita:
https://sym.ffm.to/pandora_?fbclid=PAcGRvZgRleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZAwyNTYyODEwNDA1NTgAAadu2co53ZM8uHHsFZEFpSsxBYpN1cW1rx7X7DRvwNexDfs30EACGiaKEfxNCg_aem_ywCGalx47EwSyrr6blaxdg&utm_id=97760_v0_s00_e0_tv6_a1dennhbhl5rct

 

Em 2022, Indira lançou “Wiser”, faixa que evidenciou tanto a potência quanto a versatilidade de sua voz. No ano seguinte vieram “Tempo” e “Êxtase”, trabalhos que ajudaram a consolidar sua parceria com a Canil Records e deram origem ao EP “Êxtase”, lançado em 2023.

 

Se na Malvada Indira ocupa a linha de frente de uma banda essencialmente ligada ao hard rock, em seu trabalho solo ela abre espaço para revelar outras influências. É justamente essa liberdade que ajuda a definir “Pandora”: três novas músicas que apresentam diferentes faces de uma cantora que construiu sua identidade absorvendo referências que passam pelo peso do rock, pela liberdade do jazz e pela intensidade interpretativa do soul.

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A versatilidade, aliás, acompanha Indira desde antes de sua chegada à Malvada. Cantora e compositora paulistana com mais de uma década dedicada à música, em 2018 ela iniciou uma parceria com a Universal Music em um projeto autoral ligado ao jazz rock. Em 2022, alcançou a semifinal do programa “Canta Comigo”, da Record, ampliando sua projeção nacional.

 

Do lado mais experimental de sua trajetória está ainda o The Improvisers, trio dedicado ao jazz e à improvisação. Já em 2023, Indira assumiu os vocais da Malvada, iniciando outro importante capítulo de sua carreira.

 

Com a banda, participou da gravação do álbum homônimo “Malvada”, lançado mundialmente em 2025. O disco, produzido por Giu Daga, trouxe 11 faixas, em português e inglês, e ajudou a ampliar a projeção internacional do grupo. A Malvada também passou por palcos no Brasil e no exterior antes de chegar, em setembro de 2026, ao Palco Sunset do Rock in Rio.

 

A apresentação na Cidade do Rock acabou simbolizando um momento de afirmação para Indira. Sob chuva, a vocalista comandou o público em músicas como “Dead Like You”, “Yesterday (My End, My Beginning)”, “Veneno” e “RNR GRL”.

 

Poucos dias depois dessa apresentação, “Pandora” mostra que Indira Castillo não pretende escolher apenas um caminho.

 

Entre a vocalista de uma banda de hard rock, a compositora, a intérprete influenciada pelo soul e pelo jazz e a artista interessada em experimentação existe uma mesma voz. “Pandora” abre mais uma dessas possibilidades e marca um novo momento de sua produção autoral.

 

Siga Indira Castillo em:

https://www.instagram.com/imindiracastillo/

https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4TxIW2W008X8JLS68XeSSb?si=uk0NSnQ3TnCxw5QlPynmQw



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Postado em 15 de setembro de 2026 @ 15:12

Com participações de BNegão, Thalin, Nabru, Kiko Dinucci e Sol, trabalho marca também a chegada da guitarrista Duda Freitas à formação da banda

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Capa/Foto por Marcos Hermes 

Depois de olhar para a experiência urbana em seu primeiro álbum, a Naimaculada muda a direção do olhar e parte para uma investigação mais interna em “Acromatopsia”, novo EP que chegou às plataformas digitais no dia 14 de setembro, pela gravadora Deck.

 

Em quatro faixas, a banda que se autodefine como um projeto antropofágico e constrói seu próprio “rock psicodélico à própria maneira” aborda diferentes formas de enxergar e lidar com a sociedade, o tempo, os objetos, as relações e a própria rotina.

 

O título sintetiza o conceito. A acromatopsia é um raro distúrbio visual que impede a percepção das cores, fazendo com que o mundo seja enxergado em tons de preto, branco e cinza. A condição serviu como ponto de partida para uma percepção que surgiu enquanto os integrantes observavam São Paulo.

 

“O primeiro intuito do título era inspirado por a gente andando por São Paulo e ver tudo preto e branco, é tudo diferente, mas seguindo um padrão”, explica o vocalista Ricardo Paes.

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Foto: Marcos Hermes 

 

Se “A Cor Mais Próxima do Cinza” (Deck / 2025), primeiro disco da Naimaculada, encontrava sua inspiração principalmente na experiência urbana, “Acromatopsia” direciona essa observação para a maneira como as pessoas assimilam e se relacionam com aquilo que está ao seu redor.

 

Outro elemento que atravessa o novo trabalho é a colaboração. A Naimaculada promove em “Acromatopsia” um interessante cruzamento entre diferentes gerações da música brasileira, aproximando artistas com trajetórias já consolidadas, como BNegão e Kiko Dinucci, de nomes de uma geração mais recente, como Thalin, Nabru e Sol.

 

As quatro músicas apresentam diferentes retratos do cotidiano; “Pecado Tem Medo”, com participações de BNegão e Thalin, do álbum Maria Esmeralda, explora a contemporaneidade de um artista lidando com a rotina. “Shangrilá”, com a rapper Nabru, parte dos dissabores da vida artística.

 

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Foto: Marcos Hermes 

Em “Terminal Bandeira”, que conta com Kiko Dinucci na guitarra, a banda aborda a conformidade distópica presente no cotidiano. Fechando o EP, “O Que É Que Será”, parceria com Sol, da banda Ímola, trata da paralisia dos movimentos coletivos.

 

Esse encontro não se limita a diferentes gerações. “Acromatopsia” atravessou também fronteiras geográficas: parte do trabalho foi gravada em Shijiazhuang, na China, com a participação de músicos locais tocando instrumentos da cultura chinesa.

 

O novo momento da banda também traz uma mudança importante em sua formação. A guitarrista Duda Freitas passa a integrar oficialmente a Naimaculada e já teve participação ativa no desenvolvimento dos arranjos e das composições de “Acromatopsia”.

 

Com sua chegada, a Naimaculada passa a contar com uma mulher em sua formação e ganha também uma nova configuração instrumental, com Duda formando uma dupla de guitarras ao lado de Samuel Xavier.

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Foto: Marcos Hermes 

 

Atualmente, a banda é formada por Ricardo Paes (voz), Luiz Viegas (baixo), Samuel Xavier (guitarra), Gabriel Gadelha (sopros), Pietro Benedan (bateria) e Duda Freitas (guitarra).

 

A discussão sobre percepção presente em “Acromatopsia” encontra, curiosamente, um paralelo na própria maneira como a Naimaculada é percebida.

 

A banda se reconhece como um grupo racializado e diverso, reunindo em sua formação músicos negros, indígena e branco. Por isso, incomoda aos integrantes serem eventualmente percebidos ou classificados simplesmente como “uma banda de brancos”, leitura que, para eles, apaga parte das diferentes origens e identidades presentes dentro do grupo.

 

De certa maneira, essa percepção externa também dialoga com uma das questões que atravessam “Acromatopsia”: o quanto aquilo que enxergamos corresponde de fato à complexidade do que está diante dos nossos olhos?

 

Entre São Paulo e Shijiazhuang, entre músicos de diferentes gerações e uma formação que também se transforma, a Naimaculada utiliza as quatro faixas de “Acromatopsia” para ampliar o universo iniciado em “A Cor Mais Próxima do Cinza”, agora voltando sua psicodelia antropofágica para as diferentes maneiras de perceber — e ser percebido — no mundo contemporâneo.

 

“Acromatopsia” foi lançado pela Deck no dia 14 de setembro. Ouça em sua plataforma preferida:

https://naimaculada.lnk.to/ACROMATOPSIA

 

Siga a Naimaculada em seus canais oficiais:

www.instagram.com/naimaculada/



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